como um ás da stand-up tragedy, o destempero via embratel me deu vontade de reler "questão de método", do sartre. estava no segundo capítulo, lendo sobre as totalizações e as generalizações demandarem certas mediações, mesmo correndo o risco da redundância - quando aninha, preparando-se para uma prova importante, colocou uma música do rapa cujo refrão é "me abrace, me dê um beijo e faça um filho comigo, mas não me deixe sentado numa poltrona num dia de domingo". simples assim, questão de método.
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tentando preparar um texto em headline, com cada filha em um lugar da cidade, a milhas de distância das ilhas seychelles e a dois passos do paraíso, me dei conta que uma idéia próxima de serenidade é um passeio numa praça de salvador, rodeada pela obra de caribé, uma criança faceira, pulando e brincando com uma bola enorme pink e um pai todo carinhoso com a camiseta linda de uma negra jejê do pierre verger, usando um all-star preto surrado. e uma certa idéia de felicidade seria um jantarzinho no chez bernardo, tomando um drink de melão enquanto você me ouviria contar sobre a metamorfose de os meus e os seus transformarem-se em "os nossos". simples assim: tudo junto e misturado.
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acho que o melhor disco que ouvi até hoje, de todos, é o Fatal da Gal Gosta, cujas músicas são composições de Jards Macalé e Wally Salomão, e a direção musical é de Lanny Gordin. Vapor barato é fabulosa e Como dois e dois me emociona até hoje. Mas confesso que ultimamente ando ouvindo: "olha você vive tão distante/muito além do que eu posso ter/e eu que sempre fui tão inconstante/te juro, meu amor, agora é prá valer". E lendo "pleasure is oft a visitant; but pain clings cruelly to us, like the gnawing sloth on a deer´s tender haunchers, late and loth it is scared away", de Keats. nada demais, apenas a versão metida a besta, de final do século XVIII, para o inconveniente bichinho verde, barrigudo, com unhas cumpridas, sujas e envenenadas.
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je voudrais vous dire ça plus clairement, j´ai peur que vous en soyez facher contre moi: there is a pleasure in the pathless woods/there is a rapture on the lonely shore/there is society, where none intrudes/by the deep sea, and music in its roar/I love not man the less, but nature more/from these our interviews, in which I steal/from all I my be, ou have been before/to mingle with the universe, and feel/what I can´t ne´er express, yet cannot all conceal". Acho que essa versão de Lord Byron (1788-1824), no Childe Harold´s Pilgrimage, foi o ponto de partida para "muita sinceridade é absolutamente fatal", de Oscar Wilde. Passível de restrição, evidentemente.

